Homens contra os Machos….
Os estereótipos machistas perduram na Espanha, mas muitos homens hoje estão lutando contra um modelo que também representa um peso para eles. A revolução pela igualdade da mulher mudou a realidade social ao seu redor, mas não a ideológica, ou não completamente. Muitos lutam para ser homens, e não machos.
“É homem. Vem com um pão debaixo do braço” -assim os meninos eram recebidos antigamente. Eles trariam bem-estar à família, porque deles seriam o trabalho e o salário, a responsabilidade e o êxito. Eram privilégios, e assim se mantiveram. A sociedade inteira se encarregava de que essas expectativas não fossem frustradas.
Passou o tempo e se avançou na igualdade entre homens e mulheres, mas um simples exercício entre adolescentes revela que ainda hoje perduram estereótipos de gênero que se perpetuam de geração em geração, filtrando-se sutilmente assim que se agita o chocalho.
Mas os especialistas também falam em avanços para a igualdade por parte dos homens. A questão é: o estereótipo do macho, como se entendia, está em declínio? Alguns especialistas opinam que sim. Que muitos já estão fartos do papel que lhes coube por nascer homens e outros saem desse traje quando vêem que as mulheres gostam cada vez menos dele. Mas também sabem que há muito a fazer, desde que nascem até a adolescência, porque os papéis, tanto masculinos quanto femininos, se adquirem muito cedo, dizem.
“Antes de nascer o comportamento dos que esperam o bebê já é diferente, por incrível que pareça”, diz o sociólogo, especialista em sexologia e em estudos de gênero e masculinidade Erick Pescador. E revela algo assombroso: “Há alguns anos participo de aulas de preparação para o parto com mães e pais, e quando o que vem é um menino as mães dão tapinhas suaves na barriga; mas se for uma menina fazem carícias circulares”, ele diz.
Quando já estão brincando no parque, elas levantam correndo o menino que cai e lhe dão algumas palmadinhas: “Levante, campeão, não foi nada!” A menina, porém, receberá consolos mais melosos.
Em algumas escolas já se fazem oficinas de igualdade entre adolescentes. Trata-se também de prevenir a violência de gênero, que pode se desencadear desde a mais tenra juventude.
“Quando se pergunta aos estudantes como se vêem quando mais velhos, os meninos sempre se desenham como chefes, com um grande salário, e elas se imaginam muito abaixo do que indicam seus perfis”, conta Pescador, que se dedica há quase uma década a aplicar programas de igualdade nas escolas. Mas apesar de que uma sociedade patriarcal e muitas vezes machista se encarregou de que os homens ocupem os cargos que sonhavam, a realidade às vezes é obstinada e cambiante, e agora alguns têm de se conformar que não terminaram os estudos com tanto êxito quanto sua companheira e não podem ver seu Mercedes estacionado na porta. Isso gera frustração, uma sensação a que não estão acostumados e que às vezes pode degenerar em violência”, explica Pescador. Pelo consultório desse sociólogo especializado em sexologia passam alguns homens que se queixam de depressão. “Quem ganha mais, você ou sua mulher?”, ele pergunta. E quase sempre poderia adivinhar a resposta.
Alguns são sufocados pelo traje de super-herói que vestiram neles por terem nascido homens. São os que estão levantando a voz contra a violência machista, os que não querem que o silêncio os torne cúmplices dos assassinatos, nem das muitas situações de desigualdade que ocorrem em casa e no trabalho. “Alguns percebemos que no nosso triunfo de séculos está nossa perda. Ascendemos no trabalho, mas perdemos a criação dos filhos, por exemplo. Algum me disse que ganhava muito dinheiro, mas quase não percebeu que seu pai partia dia após dia, até que morreu.”
Ritxar Bacete dá esses pequenos exemplos que tira de seu contato com os grupos de homens com que trabalha a igualdade em oficinas em várias cidades de Álava. São adultos que estão aprendendo a soltar o peso imposto.
“As mulheres já percorreram esse caminho. Elas foram conquistando direitos que lhes negavam, embora ainda estejam pagando muito caro algumas dessas conquistas; para eles é o contrário: seu caminho não é obter, e sim renunciar a algumas dessas imposições de gênero” que já recebem ao nascer, diz Bacete.
“Meninos não choram, têm de lutar”, dizia a canção de Miguel Bosé. O que precisam fazer? Qual é o modelo? Quando se trata de adolescentes, o olhar dos professores percebe com clareza que eles estão perdidos. Recusam o modelo de seus pais, que já não se adapta às mensagens igualitárias que aprenderam, mas não sabem que referências seguir.
Os homens sabem há tempo que podem e devem chorar. A frase encerra a essência da mudança. “Uma masculinidade livre tem a ver com democracia, com a liberdade individual, com sentir-se seguro sem ter de interpretar o papel do homem de sucesso e infalível; está relacionada a um homem que se aproxima dos afetos e dos cuidados. Mas esse caminho para a igualdade ficou pendente no final do franquismo, quando se lutava pela solidariedade”, continua Bacete.
Erick Pescador conclui esta última parte de nossa história: “Nos anos 80, o movimento feminista e de igualdade foi mais forte, para a geração que crescia então restou o discurso, mas as mudanças deixam de ocorrer quando se pensa que foram alcançadas”. Isso, segundo Pescador, é o que aconteceu. As primeiras frases que ouve quando inicia suas oficinas de igualdade são: “Outra vez esse tema. Mas o que querem as mulheres? E infelizmente voltam a ver o feminismo como o contrário do machismo”. Pescador pronuncia então em uma única frase a primeira grande lição: “O feminismo é a luta pela igualdade”.
Uma de suas oficinas se transforma em um pequeno teatro no qual se abre o telão e aparece um marido furioso que chega em casa depois de ser demitido pelo chefe. Quando se senta à mesa, faz os pratos saltarem com um soco: “Esta sopa está fria!”, e a afasta com um empurrão.
Aí a cena pára. “Onde é preciso cortar essa violência? Em que momento se deve frear? O que se pode fazer?”, pergunta aos seus alunos.
“Pôr a sopa quente”, diz um deles.
“Que tire a sopa, mas peça desculpas”, sugere outro.
“Que não o demitam”, solta um terceiro.
“Não, não e não”, responde Pescador. “Os problemas do trabalho devem ser deixados atrás da porta, porque ninguém em casa tem culpa”, explica.
Pescador acredita que o feminismo entre os mais jovens, por um lado, “está em retrocesso”, mas por outro crê que hoje se parte com a vantagem de terem aprendido o discurso, embora ainda não assumido. Ritxar Bacete, do grupo de Homens pela Igualdade de Álava, também é otimista. “Embora neles continue vigente o modelo masculino, também são meninos que em casa já vêem pais jovens que cuidaram deles desde pequenos, não creio que estejamos em pior situação.”
Efetivamente, aprenderam a chorar, mas deixaram de lutar? A violência persiste nos casais, e não só o que aparece na televisão quando é preciso enterrar alguma mulher. Ela existe, por assim dizer, em baixa intensidade, com a qual se convive diariamente, ano após ano. Nasce e vai se desenvolvendo entre os estereótipos precoces que marcam linhas rígidas e errôneas para definir o homem e a mulher.
Querida, onde você escondeu meus tênis? Se gostasse de mim não sairia tanto, querido. “Aos homens nos ensinam desde pequenos a usar a violência e o amor de forma conjunta”, explica Pescador. “Nos ensinam a tomar cuidado para que os afetos não nos façam parecer maricas”, acrescenta.
A homofobia, um medo do que até agora teve difícil aceitação social, está latente na educação que as crianças recebem, e isso despe seus gestos da amabilidade e o carinho supostamente femininos. “Os meninos desde pequenos nos batem, mas de brincadeira; socos leves são às vezes o cumprimento entre dois amigos. Um dia critiquei um rapaz no colégio que dava empurrões e perturbava uma menina. Perguntei a ele por que fazia isso e me disse: “É porque eu gosto, professor”.
A longo prazo, e dependendo das condições e das pessoas, isso pode se traduzir em violência de baixa intensidade, querer mas sem parecer ser afeminado: carinho e violência, violência e carinho. Também começa na mais tenra infância, porque embora não seja ensinado formalmente os meninos aprendem imitando os papéis de sua mãe e seu pai, vendo a televisão, observando a sociedade. Tudo vai calando como uma chuva fina.
E não se deve esquecer que as histórias e os quadrinhos perpetuam o modelo do homem livre com o horizonte limpo, enquanto para a protagonista feminina o final é sempre casada com o príncipe encantado e pensando em criar filhos. “Basta ver a vinheta final de Lucky Luke ou a da Bela Adormecida”, diz Pescador.
Na opinião do sociólogo, as mudanças operadas em igualdade foram a reboque das demandas das mulheres, eles se adaptaram ao que elas reivindicavam. Mas crê que a mudança total não parte só da demanda. “É preciso incorporá-la, fazê-los sentir a injustiça mediante um procedimento empático, que se ponham no papel do outro.”
Para começar, no papel higiênico, vale o exemplo. Não basta repor o rolo que acabou quando alguém manda, é preciso pensar que acabou e colocá-lo. É o que os especialistas chamam de terceira jornada. “A mulher tem uma jornada em casa, outra no trabalho fora e a terceira é a ocupação mental: saber se é preciso ir ao médico, o que deve comprar no supermercado, falar com o colégio. Há pais que levam seus filhos ao médico e quando lhe perguntam o que acontece com a criança dizem que não sabem”, explica Pescador.
Apesar de tudo, Hilario Sáez, que pertence a um desses grupos de homens pela igualdade em Sevilha, é otimista. Acredita que “é preciso desenvolver o olhar para ver que há coisas que estão mudando para melhor. Desde logo, o macho à moda antiga desapareceu, já não encontra ninguém ou muito poucos presumido ser machista. Talvez não tenham entendido ainda o discurso da discriminação positiva em relação à mulher, mas também não se atrevem mais a fazer piadas. O que os homens estão é desorientados: dizem que não são feministas, mas às vezes se comportam como tal. Isso indica que há mais mudança social que ideológica. Os assassinatos de mulheres abriram muitos olhos”, diz. Mas é preciso, acrescenta, gerar um “discurso sólido”. “A rede feminista está afogada, não tem dinheiro. A educação afetivo-sexual nos colégios teve tempos melhores.”
A necessidade de igualdade encontra nesses grupos de homens, ainda dispersos e escassos, a refutação de que esse assunto é uma questão de justiça social que não deve se sustentar só com as demandas femininas.
Eles aprenderam que sem igualdade todos perdem. “As mulheres morrem, essa é a face mais amarga; mas os homens devem se perguntar também o quanto estão perdendo com seus supostos triunfos, quanto o modelo de masculinidade tradicional está afetando a falta de bem-estar, a qualidade de vida”, diz Bacete.
“Há violência de gênero e violência e gênero, porque os homens também desenvolvem violência contra si mesmos.”
Antes as pessoas morriam mais jovens; agora a esperança de vida é maior, mas o que se mantém imutável é que as mulheres são mais longevas. Por quê? Alguns demógrafos têm isso claro. Eles se tratam pior: mais mortos em acidentes de trânsito, mais mortos por dependência de drogas, por problemas cardiovasculares ligados ao estresse no trabalho, para não falar das guerras, dos homicídios, das brigas… As prisões estão cheias de homens. De onde sai toda essa imprudência, essa temeridade? Por que se gabam diante da namorada de velocidade ao volante, de resistência ao álcool? Bacete responde: “Os papéis de gênero também estão sendo fatais para os homens. O debate do século 21 deve mudar o enfoque”.fUma resalva bem grande agora…as mulheres estao morrendo….e os homens o que estao fazendo? 119 mulheres ja foram mortas ate esse momento que escrevo em FORTALEZA. Dados reais da DDM.E ainda por cima estao querendo acabar com a LEI MARIA DA PENHA….HOMENS , MULHERES CHEGOU O MOMENTO DA NOSSA VERDADEIRA UNIAO.Unidos vamos vencer os machos….
ROSSANA BRASIL KOPF.VICE-PRESIDENTE DA COMISSAO DA MULHER ADVOGADA.OAB.FORTALEZA.
CORPO FREUDIANO DE FORTALEZA.Psicanalista
HOJE RECEBI FLORES
PARA SE TER UMA IDEIA..113 MULHERES FORAM MORTAS ATE HOJE.ESSES DADOS SAO REAIS. MAS PENSE UMA COISA QUANTAS NAO ESTAO SENDO MORTAS E NADA SAI NOS JORNAIS. VAMOS TODOS LEVANTAR A BANDEIRA A FAVOR DAS MULHERES…!!!
Hoje, recebi flores!…
Não é o meu aniversário ou nenhum 
outro dia especial; tivemos a nossa primeira
discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse
a sério, porque ele me enviou flores hoje.
E não é o nosso aniversário ou 
nenhum outro dia especial.
Ontem ele atirou-me contra a parede e
começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, 
mas dos pesadelos acordamos e sabemos
que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é Dia dos Namorados ou Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele
me enviou flores hoje. E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial. nenhum outro dia especialOntem à noite ele voltou a bater-me,
mas desta vez foi muito pior. Se conseguir
deixá-lo, o que é que eu vou fazer? 
Como poderia eu sozinha manter os meus filhos ?
O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo
de deixá-lo. Mas eu sei que está arrependido,
poHoje é um dia muito especial:
É o dia do meu funeral. 
Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrerrque ele me enviou flores hoje.
Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a
força para deixá-lo… Se tivesse pedido ajuda
profissional… Hoje não teria recebido flores!
Por uma vida sem violência! 
Partilhem essa mensagem para criar consciência..
PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM A MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO, ENFIM QUERIDOS AMIGOS… QUE SE TENHA RESPEITO COM O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!
DENUNCIEM A VIOLÊNCIA!
GRITE!!!!!!!!!!
Seja ela qual for
ROSSANA BRASIL KOPF-vice-presidente da comissao da mulher advogada
corpo freudiano de fortaleza.Psicanalista
Um dia me perguntaram como se faz para ser Psicanalista e porque como advogada resolvi fazer Psicanalise.Facil, para voce se entender primeiramente deve fazer anos de analise e ser psicanalista é preciso se tornar membro de uma escola de psicanálise e estudar, além de se submeter à análise pessoal.
Não é obrigatório ter formação prévia, mas é mais comum encontrar psicanalistas que são formados em Psicologia e Psiquiatria,isso nao quer dizer que um advogado, contador, economista nao possa ser um Psicanalista,basta somente fazer a Formação que è oferecida pelo CORPO FREUDIANO DE FORTALEZA, que tem como Diretora a Psicanalista DRA.Laeria Fontenele e professores capacitados como Antonio Secundo dos Santos, Daniel Franco de Carvalho e varios outros. A escola está comprometida com a transmissão da teoria freudiana de acordo com os ensinamentos de Jacques Lacan
DOCE ILUSÃO
O que leva uma mulher a manter-se ao lado de um homem inadequado, violento, grosso, desrespeitador è a crença de que seu grande amor pode curá-lo e a certeza de que, no fundo, ele è bom.
Ela è capaz de reconhecer que o parceiro è destrutivo, porem, por um inconsciente (e eficaz) mecanismo de defesa, nega essa condição, faz vista grossa e destrutividade e age como se o fenômeno não a importunasse, na tentativa fantasiosa de se manter protegida e teoricamente amada.
Quando consciente,ou relativamente consciente, da situação,entra em cena o pensamento mágico: Ele è menos perigoso se esta ao meu lado, a distancia,sua agressividade se agrava e eu não posso controlá-lo.
A mulher não se da conta de que esse expediente è ilusório,alem de manter.la refém ,de um masculino doentio.
Não raro,outro mecanismo de defesa típico do feminino aparece: a convicção(e, claro,a ilusão) de que o amor tudo pode, ela pensa: “ O meu amor,de cuja profundidade não duvido, è superior a agressividade,imune a ela e capaz de curar ou fazer frente a qualquer outro sentimento banal,tal como o ódio que meu parceiro pensa experimentar por mim.Ele me ama e não sabe” Ou, então:” Meu amor promovera o amor dele,que se rendera a grandiosidade e a beleza desse sentimento, o único capaz de fazer amadurecer a infantilidade de seu ingênuo ódio”.
O que tento descrever è uma distorção que nos mulheres fazemos alem de onipotência, tentamos contribuir para que se eternize a secular guerra entre os sexos.
Comparado a pequenez do ódio masculino, a mulher crê que o amor feminino seja capaz de afirmar sua superiodade.Possível que nesse antagonismo entre em jogos uma rivalidade absurda entre os gêneros.A mulher só consegue se safar desse drama quando se alegra com a condição feminina e reconhece a potencia e a beleza contidas nela, enquanto isso não ocorre,tenta aniquilar a destrutividade do parceiro por meio do aspecto destrutivo (perverso) de seu suposto amor.E não se da conta de que ,assim,è igualmente agressiva.
No fundo ele è bom,ela pensa.Ora, não è com o fundo de um homem que a mulher convive,mas com o que esta bem a superfície:o comportamento,os gestos, os dizeres,, o estado de espírito.Alem disso ela não tem o papel de mãe , de curadora na vida dele, e sim o de parceira amorosa.O desejo de se colocar assimetricamente em relação ao parceiro só confirma o instintual e jurássico posicionamento superior em que ele,por ser bruto, estúpido,também se coloca.Esse casal jamais vai conhecer o amor maduro.
Homem grosso, bruto, violento,tem duvidas em relação identidade masculina, presença precária ou ausência de referencia masculina sadia na historia de vida,temos e inveja do feminino e de suas capacidades,desqualificados e destrutivo com as mulheres por imaturidade psicológica.Essa dificuldades não podem tratadas somente com amor.Ate podem agravar-se ,requerem intervenções terapêuticas.E em geral não basta somente tratar o homem,necessário também uma perspectiva sistêmica, o que inclui o tratamento da mulher ou do casal. Por isso vamos buscar o que a psicanálise pode nos desenvolver, vamos buscar as descobertas interiores dentro de nos.
VICE-PRESIDENTE DA COMISSAO DA MULHER ADVOGADA
CORPO FREUDIANO DE FORTALEZA.Psicanalista
OBRIGADO A VIDA!!!
Em realidade, o que espera qualquer ser humano de tudo o que empreende? A resposta, reduzida ao seu elemento essencial, é uma só: a felicidade!!
Nossa missão primordial sobre a terra é conquistar a felicidade. Essa afirmação escandaliza muita gente, apegada ao conceito do vale de lagrimas, da existência como período de provação.
Onde fica então o dever? Perguntam-se. A solidariedade? O Altruísmo? A moral? Numa palavra, onde ficam a virtude? Exatamente, onde decaí ficar, como elemento da felicidade.
Sendo o ser humano como é, um ente social, gregário por excelência, a felicidade egoísta, feita de pura satisfação individual com exclusão dos demais, não existe.
Assim como da moral, entendendo-se por moral o bem coletivo e não as convenções, as vezes flagrantemente hipócritas e até antinaturais, por mais que as aparências enganem a indivíduos destituídos de qualidades humanas e morais dessem, á simples vista, a impressão de serem perfeitamente ditosos, essa felicidade é ilusória e não resiste a análise profunda.
É axioma cientifico que a felicidade é a forma mais alta da virtude, que consiste em viver em boa harmonia com a própria consciência, com o próprio instinto e com nossos semelhantes.
Na conciliação desses três elementos reside a sabedoria. Existe também uma visão deturpadora da felicidade, mulheres vão ao encontro do amor e da tal felicidade como se ingressassem no Exercito da Salvação,cheias de zelo redentor.”com meu apoio ele deixara de beber, fumar, se drogar,estimulado pelo meu amor ele mudará”…. Sonhos, fantasias… NINGUEM muda NINGUEM!!
Amor e felicidade são comunicações profundas entre dois seres diferentes, entre si e cada um deles existindo por conta própria. Há um tipo de silencio que automaticamente identificamos como o amor, a tal ponto ele é expressivo que costuma ser chamado de dialogo mudo.
É o êxtase contemplativo dos namorados que conversam sem palavras, os olhos postos nos olhos, as mãos estreitamente unidas, afirmando o mutuo amor e a atração recíproca com mais eloqüência que qualquer discurso. O amor os envolve, a presença do outro lhes dá um senso de plenitude, a proximidade física os embriagam, o olhar e até as emanações, magnéticas de suas epidermes falam por eles, daí a capacidade do silencio dos namorados, que ficam horas a fio lado a lado, sem nada dizerem (com palavras) uma ao outro, pra surpresa ou escândalo da gente estar juntos, afinal de contas nem tem assunto para conversar…… Apenas o tal do amor romântico….. Mas, será que AMAR é dar ao amado tudo que somos.
Mas, em realidade, o que somos??? Somos o que sentimos o que pensamos o que fazemos. O caso ELOÁ, não será somente um mal exemplo para esses machistas soltos nesse mundo á fora..mas acima de tudo um caso preocupante logo depois de ELOÁ já veio Camila… E a próxima esta cada vez, mais perto de nós, enquanto nós mulheres não tomarmos uma posição de luta, teremos varias ELOÁS, CAMILAS,PENHAS, MARIAS, sempre ao nosso lado.
Nós mulheres temos a obrigação de investigar bem qual o homem que queremos ao nosso lado, e principalmente se tivermos filhas, qual e como é esse tal namorado….
Já que escolhemos tanto para comprar uma casa, um carro, fazer um seguro de vida, procurar um bom emprego, porque não fazer uma investigação do comportamento do nosso homem, namorado, noivo, porque se ele for ciumento com certeza NÃO PRESTA.
CIUME não é amor… É doença… e doença temos que tratá-la e não somos obrigadas a conviver com pessoas doentes.Muito dirão que ter ciúme é uma prova de amor, melhor viver sem prova alguma,essa prova não nos leva o que mais queremos a nossa FELICIDADE. PENSE sempre… Um homem que acha que é dono de alguém não merece esta perto de ninguém. Esse homem merece sim, esta bem longe de vocês, de nós…… Atenção e nunca esqueça, CIUME É DOENÇA NÃO AMOR, NÃO CARINHO, NÃO RESPEITO….. NUNCA ACHE LINDO SEU HOMEM, NOIVO, NAMORATO SER CIUMENTO.. PELO CONTRARIO ACHE TRISTE…. CHORE DE SENTIR QUE SUA ESCOLHA FOI A DOENÇA NÃO A CURA…Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz. Seja seu próprio motor de ignição.
O dia de hoje jamais voltará, então não o desperdice! Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!
Trace objetivos para cada dia e seja paciente. Você conquistará o que há no fim do arco-íris, mas viva um dia de cada vez.
Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina, pois é o seu trabalho que o mantém alerta, em constante desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, isso ajuda a manter a dignidade.
Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer; não seja igual, seja diferente. Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas nem alegrias.
Conscientize-se de que a verdadeira felicidade está dentro de você. E esta felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar. Então, estenda sua mão, compartilhe, sorria e abrace alguém.
A felicidade é um perfume que você não passa nos outros sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.
O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida, de ter o desejo de mostrar o que tem de melhor, é que isso produz maravilhosos resultados. Não só cria um espaço feliz para os que estão ao seu redor, como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.
O tempo para ser feliz é agora. O lugar para ser feliz é aqui..
ROSSANA BRASIL KOPF.VICE-PRESIDENTE DA COMISSAO DA MULHER ADVOGADA.OAB
CORPO FREUDIANO DE FORTALEZA.UFC.Psicanalista
Machismo – de quem é a culpa?
Faz tempo que eu estava pensando o que muitas mães, mulheres se recusam a ver: que as grandes culpadas pelo machismo somos somente nos, mulheres, mães, irmãs.
Mães, avós, tias outra [os respectivos masculinos também, mas graças ao machismo poucos homens têm participação efetiva na criação de crianças] que interfira na criação de garotos e garotas. Nos mulheres è que educamos e fomos educadas assim também dentro dessa sociedade machista que nos tornaram a sermos o que somos femininas machistas.
Vejamos frases que as meninas normalmente escutam pelo simples fato de nascerem assim:
· Nasceu “mas é uma menina…” compramos tudo róseo, tudo cheio de fricotes.
· Não sente de pernas abertas!”“, não pode mostrar as calçinhas…
· Azul não “é cor de menina”. coisa feia menina vestir azul….
· Tira mão daí, menina, que isso é feio!”isso não se faz, falar alto è coisa de homem.
· Não fale palavrão!”não fale de boca cheia…
· Ajude sua “mãe a limpar a casa”. a limpar banheiro, fazer a comidinha….
· Só pode “se seu irmão for junto”. Nada de sair sozinha para o mucuripe..somente com o irmão…
· Essa “bola é pro seu irmão e pra você, esse jogo de panelinhas que vem até com um fogãozinho”.
· Foi assim com sua avó, foi assim comigo e tento ser diferente com você e, por favor, seja bem, mas muito diferente com sua filha se um dia tiver.
· Pipa? Bola? Carrinho? Isso é coisa de menino!”
· Seu “irmão pode porque é homem”.
· Isso não é jeito de mulher direita se vestir!”“, mulher direita se veste para casar,…
· Quer ficar falada?”quer ficar sem nome?
· Esse “livro de receitas eu ganhei de sua avó e vou passar pra você”.
· Essa “menina ta precisando casar”. Mulher sem casamento vira moça velha…
· Homem se prende pelo estômago “por isso faça altos pratos…
· Assim acaba ficando pra titia!”assim fica frustrada…
· Mulher “no volante, perigo constante”.
· Isso é profissão de homem!”
· Menina de família não faz uma coisa dessas!”
· Mulher sofre “mulher chora, mulher faz escândalo.
· Como que você não quer ter filhos?”ta louca? Isso è coisa de mulher! Mulher sem filho são todas frustradas… todas perdidas…
· Essa aqui “é a minha ‘patroa’”.
· Trabalhar fora? E as crianças, ficam com quem?”
· Ta nervosa? Só pode “ser falta de homem”. , Ou esta na TPM. Ou na menopausa…
· “Lugar de mulher é no tanque”. sim com muita roupa para não TR que pensar besteira…
Deprimente, mas è esse o modelo que temos de nossa sociedade feita por nos mulheres machistas. Quem è a mulher que tenta fazer o contraria? Se fizer leva logo o nome de louca, sem juízo, Sociedade que fomos criadas e renegamos. mas será que não fazemos a mesma mostra????Por isso temos que ter agressores soltos? Por isso temos que ter leis somente para nos? Ainda se espera que as meninas sejam delicadas e os meninos agressivos?
Mais do que se espera, educa-se com esse fim. Ainda hoje, na nossa cultura, acredita-se que “ser homem” é o mesmo que ser agressivo, competitivo, menos afetivo e mais “durão”. Em contrapartida, da menina, ninguém espera outro comportamento que não seja a delicadeza e a fragilidade.
As próprias brincadeiras e jogos infantis, simbolicamente, mostram isso.
Geralmente, quais são as brincadeiras dos meninos?
Jogar bola de gude, pipa, futebol, etc. Ou seja, brincadeiras que passam pela competição.
E do que as meninas brincam?
Casinha, boneca, comidinha… brincadeiras que as colocam de frente com o “cuidar”.
As brincadeiras dos meninos – a maioria – são feitas na rua, reproduzindo o que é esperado do homem quando crescer: ir prá rua em busca do sustento da família. E das meninas, acontecem em casa, com a forte reprodução de que cresçam cuidando da casa e dos afazeres domésticos.
Por isso, enquanto não tivermos pais abertos a mudanças e escolas que se preocupem com tais questões, muito pouco vai acontecer em termos de igualdade de gênero. Apesar de já termos avançado muito. Mas existe um comportamento diferente de “meninos” e “meninas”?
Com certeza! Mas essa diferença não pode ser transformada em desigualdade.
Por outro lado, nós vivemos numa cultura que oprime muito o homem também, quando o “obriga” a estar sempre de “plantão”, sem poder “negar fogo” ou demonstrar suas fraquezas e fragilidades.
Acredito que, na verdade, ambos (homens e mulheres) estão presos a papéis pré-estabelecidos pela sociedade. Apesar de, nessa conta, as mulheres estarem em desvantagens.
A “primeira vez” é diferente para garotos e garotas?
Sem dúvida! Como diferentes são as expectativas dos pais e do grupo de amigos. Do garoto, cobra-se logo a “primeira relação amorosa” como prova de masculidade. Das meninas é exatamente o oposto.
Ainda em algumas (muitas) localidades do Brasil, o pai, um tio ou um amigo mais velho, leva o garoto para uma “relação amorosa paga” e ainda fica esperando na saída para saber “como foi”.
É claro que não podemos considerar essa, a forma mais adequada dos garotos se iniciarem sexualmente.
Pensem vocês: naquele momento ele vai ter que ficar excitado, passar no “teste”, ter um bom desempenho e ainda não decepcionar para contar a quem está “lá fora” esperando. O resultado? Certamente um desastre e que pode trazer conseqüências bem negativas para sua vida sexual atual/futura. Nada mais adequado de que sua primeira relação sexual ocorra naturalmente, sem pressão, mas com prevenção. Outro dia eu estava na casa de uma amiga, papeando, quando sua filha adolescente chegou do colégio. A menina pôs a mesa, esquentou a comida, preparou um suco, jantou, lavou a louça e foi para o quarto se pendurar na internet. E nós, ferradas na conversa.
Meia hora mais tarde, foi à vez do filho dessas minha amiga, um ano mais velho do que a menina, chegar do inglês. Qual não foi minha surpresa ao ouvir:
- Você me dá licença um minuto? Vou preparar o jantar do CARLINHOS.
E lá foi ela. Pôs a mesa, fez um suco, esquentou o prato, o serviu e ainda por cima, atendendo ao pedido do adolescente-paxá, foi buscar o sal e o azeite na cozinha.
Só depois que o rapaz foi tomar banho e minha amiga estava definitivamente de volta ao sofá, após ter tirado a mesa, foi que eu tive coragem de dar uma indireta:
AMADA, você não precisava fazer cerimônia comigo, podia ter feito o prato da sua filha, também.
Ao que ela me respondeu:
- Imagina, QUERIDA, meninas têm que se virar.
Oh, céus! E meninos, não?
É claro que eu não achava que minha amiga deveria ter feito o prato da filha, essa foi apenas uma forma delicada de perguntar: ‘Por que diabos você trata sua filha de uma maneira e seu filho, de outra?’.
Já é hora de nós, mulheres, fazermos uma meã culpa. Os homens não são os únicos machistas do mundo. Pense comigo: se o machismo continua vivo – e ele continua -, a responsabilidade seria exclusivamente deles? Se cinqüenta por cento do mundo é feito de mulheres, será que nós não ajudamos a perpetuar o machismo de alguma forma?
A reflexão vale à pena, por isso aí vão algumas dicas para você testar a si mesma.
Fazer comentários depreciativos sobre mulheres que exercitam sua sexualidade livremente é uma atitude machista. PENSEM….se uma mulher tem 3 namorados..ela è logo taxada de sem-vergonha pelas amigas, ou então de mulher fácil…MAS homem não…homem è logo taxado de gostossao…safado..normal NE??’
Catalogar como demônios malditos mulheres que se apaixonaram por homens casados ou que tiveram relacionamentos extraconjugais é também machismo – sobretudo quando, num homem, a mesma atitude não causa qualquer espanto. Quantas de nossas amigas namoram homens casados… E são as coitadinhas… E eles o que são mesmo? Espertossss!!!!
Educar meninos e meninas de forma diferente, com dois pesos e duas medidas, numa palavra: é machismo.,Exatamente machismo PURO….
Na novela das oito, o galã com um copo de uísque na mão é charmoso, mas a mocinha, se pegar num copo de vodca é uma criatura vulgar e destrambelhada? Sim, isso é machismo.Nossa quando isso acontecer e uma amiga sua falar…olhe e diga e daí?? Homem pode NE???
Se uma mulher acusa o chefe de abuso sexual e você pensa, ‘Ela não deve ter se comportado direito’, ou seja, a culpa é dela, sinto dizer, mas esse é um pensamento machista (até porque assediadores atacam indistintamente, chegando a preferir as recatadas). Mas posso dizer somente nos temos uma grande parcela de culpa, ainda temos tempo de mudar… De tentar mudar e vencer esse machismo enraizado dentro de nos todas.
ROSSANA BRASIL KOEPF
VICE-PRESIDENTE DA COMISSAO DA MULHER ADVOGADA.OAB.
CORPO FREUDIANO DE FORTALEZA.Psicanalista
MARIA DA PENHA….. EXEMPLO DE VIDA E DE MULHER…. MULHERES, GRITEM!!!
Depois de ficar tetraplégica, por um tiro nas costas e de quase ser eletrocutada debaixo do chuveiro, Maria da Penha entrou na Justiça com vastas evidências e relatos testemunhais, mas o processo judicial não caminhou.
Ela ficou conhecida em todo País no depois do dia 7 de agosto de 2006 o presidente Lula sancionou a Lei nº 11.340, batizada como Lei Maria da Penha, como homenagem a luta incansável da bioquímica.
A lei criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e dispõe ainda sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, além de estabelecer medidas e assistência e proteção às mulheres em situação de violência.
A pena para os agressores ficou três vezes maior em caso de flagrante e as alternativas à condenação como cestas básicas ou multas foram extintas. A violência psicológica também passou a figurar como violência doméstica. Depois de 2006, o Brasil passou a figurar como o 18º País da América Latina a ter uma legislação específica para casos de violência doméstica. O instrumento foi considerado uma vitória para militantes de movimentos em defesa aos direitos da mulher.
A secretária nacional de Políticas para as Mulheres do Governo Federal disse que Penha representa um marco e que “toda mulher que for vítima de violência doméstica hoje, acaba tendo ajuda da Maria da Penha, que não desistiu nunca de lutar”. Incrivel voce viver em um Estado onde a agressao contra a mulher gera 12 processos por dia melhor explicando-se a cada duas horas 1 processo.
Não esqueçam Mulheres GRITEM!!! O grito contra a agressao será sua arma maior. procure o juizado de violencia Doméstica e Familiar contra a Mulher na rua Barao do Rio Branco 2.922. Bairro de Fatima telefone 08534338785 ou Disque Denuncia de agressao contra a mulher 0800280 0804 atendimento das 8 as 2o horas. Procure rapido o Juizado onde a Juiza ROSA MENDONÇA uma mulher sábia que procura com rapidez e sabedoria resolver varias questoes.
Rossana Brasil é vice presidente da Comissão da Mulher Advogada – OAB/CEARA
Lei 11.340/06 – Juiz protege homem ameaçado por ex-mulher com Lei Maria da Penha
A Decisão tomada pelo magistrado de Mato Grosso, me fez lembrar da minha mulher, que é muito “braba”.
Como diz o profeta: “mulher só presta braba e complicada, senão é homem”.
saiba mais
O juiz titular do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, Mário Roberto Kono de Oliveira, determinou, nesta quarta-feira (29), a aplicação de medidas protetivas de urgência em favor de um homem que vem sofrendo constantes ameaças da ex-companheira depois do fim do relacionamento. Na decisão do magistrado, há elementos suficientes para demonstrar a necessidade, por analogia, da aplicação da Lei 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha.
Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a decisão judicial determinou que a ré deve ficar a uma distância superior a 500 metros do ex-marido, incluindo sua moradia e local de trabalho. Ela ainda deve se abster de manter qualquer contato com ele, seja por telefone, e-mail ou qualquer outro meio direto ou indireto de comunicação. O juiz advertiu que, no caso do descumprimento, a ré pode ser enquadrada pelo crime de desobediência e até mesmo ser presa.
No pedido, o ex-marido afirmou que vem sofrendo agressões físicas, psicológicas e financeiras por parte da ré. Ele instruiu o pedido com vários documentos, como registro de ocorrência, pedido de exame de corpo de delito, nota fiscal de conserto de veículo avariado pela ex-companheira e diversos e-mails difamatórios e intimidatórios enviados por ela.
Ele requereu a aplicação da Lei Maria da Penha, por analogia, já que não existe lei similar a ser aplicada quando o homem é vítima de violência doméstica.
Caso raro
Reconhecendo a necessidade incontestável da Lei Maria da Penha, que consistiu em trazer segurança à mulher vítima de violência doméstica e familiar, o juiz Mário Kono de Oliveira admitiu que, embora em número consideravelmente menor, existem casos em que o homem é quem vem a ser vítima, segundo o magistrado, “por sentimentos de posse e de fúria que levam a todos os tipos de violência, diga-se: física, psicológica, moral e financeira”.
No texto da decisão, o juiz afirma que “por algumas vezes me deparei com casos em que o homem era vítima do descontrole emocional de uma mulher que não media esforços em praticar todo o tipo de agressão possível (…). Já fui obrigado a decretar a custódia preventiva de mulheres ‘à beira de um ataque de nervos’, que chegaram a tentar contra a vida de seu ex-consorte, por pura e simplesmente não concordar com o fim de um relacionamento amoroso”.
O magistrado ainda enfatizou que o homem não deve se envergonhar em buscar socorro junto ao Poder Judiciário para fazer cessar as agressões das quais vem sendo vítima. “É sim, ato de sensatez, já que não procura o homem/vítima se utilizar de atos também violentos como demonstração de força ou de vingança. E compete à Justiça fazer o seu papel de envidar todos os esforços em busca de uma solução de conflitos, em busca de uma paz social.”
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